Embora o casamento infantil afete predominantemente meninas adolescentes, evidências demonstram que trabalhar apenas com meninas não é suficiente para erradicar a prática. Muitos meninos e jovens também enfrentam pressões para se casar precocemente ou com meninas ainda crianças, e desempenham um papel fundamental na incorporação e reprodução de normas de gênero prejudiciais que impulsionam o casamento infantil. Em vez de simplesmente envolvê-los em atividades para prevenir o casamento infantil, o movimento mais amplo pela igualdade de gênero tem esclarecido a necessidade de um engajamento transformador de gênero tanto com homens quanto com meninos para abordar as raízes do casamento infantil.
Margaret Greene, pesquisadora sênior da Equimundo e diretora da GreeneWorks, moderou uma discussão sobre as pesquisas mais recentes, ferramentas baseadas em evidências e melhores práticas para incluir homens e meninos em esforços para prevenir o casamento infantil por meio de abordagens transformadoras de gênero.
Os painelistas incluíram:
- Jean Casey – Meninas, não noivas
- Jeff Edmeades – Programa de Pesquisas Demográficas e de Saúde
- Colleen Murray Gastón – UNICEF
- José-Roberto Luna Manzanero – FNUAP
- Julie Rialet – Consultor Equimundo